Rolling Release - Arch Linux
Outra parte importante para discutirmos sobre o Arch Linux para desmitificar e esclarecer o seu funcionamento é o seu modelo de atualização, rolling release ≠ instabilidade, veremos o porque.
Antes é importante que leiam os outros posts sobre o Arch, onde discutimos assuntos importantes, essenciais para o seu entendimento e também vimos algumas coisas sobre o Rolling Release, mas agora vamos nos aprofundar no assunto:
- Arch Linux - introdução (Fundamental que leia)
- Repositórios - Oficiais/Teste/Não oficial/Segurança
- AUR - Funcionamento/Praticidade/Segurança
Rolling release (Lançamento contínuo)
Primeiro precisamos entender o que é rolling release, é um modelo de atualização de softwares, que consiste em atualizações continuas e constantes, diferente do modelo comum, de lançamento em lotes, com grandes versões lançadas, geralmente em um período fixo.
No caso do Linux, distros de lançamento contínuo como o Gentoo e o Arch Linux, que é a mais popular a usar este modelo de atualização, toda a base de softwares da do sistema é atualizada continuamente, sempre tendo versões bem recentes, geralmente são atualizações pequenas e frequentes, é o contrario que ocorre com sistemas como o Debian, onde a um sistema de versionamento e congelamento de softwares.
Lembrando que o rolling release não possui um única implementação, podendo variar entre sistemas, mais a frente iremos ver como o Arch trata este modelo.
Rolling release vs Fixed Release
O modelo de lançamento fixo, geralmente seguem um ciclo de atualização, onde os softwares são congelados, isso garante previsibilidade, estabilidade e facilita a manutenção do sistema, ao final de cada ciclo tem uma grande atualização, sistemas que usam este modelo geralmente são versionados em seus lançamentos, um exemplo seria o Debian.
O rolling é mais atualizado que o fixed, porem este é mais maduro, ter softwares mais recentes pode ser uma vantagem pra quem procura os recursos mais recentes, correções e patches de segurança chegam mais rápido, já uma distro fixed, possui pacotes mais estáveis, um sistema no geral mais robusto, atualizações de segurança chegam, talvez com um atraso e por backport, sem mudanças de versão.
Além disso, pode ter diferença no suporte a hardware recente, e o risco de quebra pra um rolling release é maior, se o usuário não acompanha as mudanças, este modelo exige mais responsabilidade, em ambientes que exigem estabilidade, um fixed release seria mais adequado, para uso geral um rolling release supre muito bem, cada um com sua vantagem.
Integridade rolling release
O aspecto mais importando do modelo rolling release é como os sistemas que o usam mantêm a sua integridade e consistência, os pacotes sempre devem manter a coerência entre si, não podendo haver dependências inconsistentes, por exemplo:
Vamos imaginar que um pacote X 1.0 depende dos pacotes Y 1.0 e Z 1.0, agora quando o pacote X atualiza para uma versão 1.1, ele passa a exigir os pacotes Y e Z na versão 1.1, nesse caso os três pacotes devem ser atualizados, ou pode haver uma quebra no sistema, um pacote não é independente, devem ser tratados como um conjunto.
Pacotes críticos, mesmo em um rolling release, devem ter um critério maior de qualidade, não devem ser aprovados de qualquer forma. Além disso tem as verificação de integridade dos repositórios usando assinaturas e hash para verificação, que deve ser padrão em qualquer repositório.
Além de tudo isso, o usuário tem responsabilidade no rolling release, é importante acompanhas as noticias do sistema em questão e as sua recomendações.
Mas nem todo rolling release é igual, nem sempre a coerência é mantida.
Rolling Release no Arch Linux
Agora vamos entender como o Arch Linux trata o rolling release.
[...]"O Arch Linux se esforça para manter as versões estáveis mais recentes de seu software, desde que seja possível evitar quebras sistêmicas de pacotes."[...] fonte: https://wiki.archlinux.org/title/Arch_Linux#Modernity
[...]"Cada repositório é sempre coerente, ou seja, os pacotes que ele hospeda sempre possuem versões reciprocamente compatíveis."[...] fonte: https://wiki.archlinux.org/title/Official_repositories
Como dito na parte de integridade, a coerência e consistência são muito importantes, o Arch trata o repositório como um único conjunto de pacotes, que devem sempre serem compatíveis entre si, com dependências satisfatórias.
Quando um pacote critico é atualizado, todo o conjunto afetado sofre um rebuild, só depois é integrado no repositório. Além disso o Arch possui repositórios staging, não falei deles no post sobre os repositórios, porque estes não devem ser usados pelos usuários, é para os devs do Arch.
É no staging que grandes mudanças de pacotes são feitas, vários pacotes e suas dependências são construídos simultaneamente, após todo isso quando o conjunto estiver pronto podem ir para outros repositórios como os de teste.
O usuário deve sempre acompanhas as news, lá é onde são tratadas as mudanças importantes que exigem ação manual, outra coisa para manter a coerência é sempre realizar atualizações completas não parciais.
Bem é isso, espero ter esclarecido o assunto, qualquer critica ou sugestão podem falar. :-)
Bom saber que é feita uma verificação de pacotes tanto de repo oficiais quanto as não oficiais e também a "Fibonaccização" da cadeia de versões de pacote. O bom também que é feito por "gente como a "gente" e não empresas que implementa código fechado e nem faz a verificação de hash para evitar quebra do sistema.
ResponderExcluirRealmente, feito pela comunidade para a comunidade.
Excluirnido é o isaac aq e pq caralhos q tu fez um site
ResponderExcluirSalve! pra compartilhar umas paradas que eu curto e acho que vale a pena, mas principalmente porque acho legal kkkkkkkkk
Excluir